{"id":227884,"date":"2024-12-26T18:33:40","date_gmt":"2024-12-26T21:33:40","guid":{"rendered":"https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/?p=227884"},"modified":"2026-05-07T15:10:10","modified_gmt":"2026-05-07T18:10:10","slug":"o-autor-da-fotos-do-jardim-amanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/index.php\/2024\/12\/26\/o-autor-da-fotos-do-jardim-amanda\/","title":{"rendered":"O autor da fotos do Jardim Amanda"},"content":{"rendered":"<p><em>O autor das fotos antigas e respons\u00e1vel pela documenta\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo importante do bairro tem seu depoimento documentado nessa conversa.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_227885\" aria-describedby=\"caption-attachment-227885\" style=\"width: 1018px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-227885\" src=\"https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto-.png\" alt=\"\" width=\"1018\" height=\"576\" srcset=\"https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto-.png 1018w, https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto--300x170.png 300w, https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto--768x435.png 768w, https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto--696x394.png 696w, https:\/\/40anos.jardimamanda.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/foto--742x420.png 742w\" sizes=\"auto, (max-width: 1018px) 100vw, 1018px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-227885\" class=\"wp-caption-text\">Renato Figueiredo \u00e9 autor de grande parte das fotos antigas que circulam indiscriminadamente nas redes sociais. Foto Luciano Medina<\/figcaption><\/figure>\n<p>Renato Figueiredo \u00e9 mineiro de Presidente Juscelino, munic\u00edpio distante a 215 quil\u00f4metros de Belo Horizonte, chegou em Campinas em 1979, e em 1985 muda-se para o loteamento no Jardim Amanda. Casado com Marlene Figueiredo, tem tres filhas, Carla, Jaqueline e a ca\u00e7ula Amanda, uma homenagem ao bairro onde construiu parte da hist\u00f3ria de sua vida. Figueiredo chegou ao Jardim Amanda por conta do sonho da grande maioria de seus moradores, sair do aluguel.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma alegria muito grande para eu contar essa hist\u00f3ria. Eu morava em Campinas e ouvia o programa de r\u00e1dio do Z\u00e9 B\u00e9tio, de manh\u00e3 ele batia umas latas no programa que dizia assim: Dona de casa acorda seu marido e vai comprar um terreno no Jardim Amanda. Um terreno de 250 metros quadrado para sair do aluguel. Com essa propaganda na R\u00e1dio Record eu vim comprar o terreno aqui, que ainda pertencia a Sumar\u00e9. Era janeiro de 1985, no dia 6 de setembro de 1985 eu mudei para o Jardim Amanda. Foi uma grande alegria\u201d.<\/p>\n<p>O Jardim Amanda nesse per\u00edodo era um loteamento rec\u00e9m inaugurado. As vendas dos terrenos ainda eram t\u00edmidas. Figueiredo trabalhava com fotografia, e como ele mesmo diz, fotografava tudo o que via. Ele via o descampado de mato e terra que era o Jardim Amanda e sob uma perspectiva vision\u00e1rio come\u00e7ou a registrar o bairro, sempre com a expectativa de crescimento e desenvolvimento daquele descampado. Figueiredo \u00e9 um dos poucos, pouqu\u00edssimos a ter o registro documental e de mem\u00f3ria do Jardim Amanda. Documento fotogr\u00e1fico que certamente ser\u00e1 submetido ao rigor dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos respons\u00e1veis pela conserva\u00e7\u00e3o de documentos hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>\u201cFoi muito f\u00e1cil para mim, eu j\u00e1 estava fazendo um curso de fotografia, registrava qualquer coisa na minha frente, eu gostava do que fazia, era uma dedica\u00e7\u00e3o. Eu registrei todo o movimento do Jardim Amanda, desde o primeiro com\u00e9rcio do bairro, o primeiro posto de gasolina, a faculdade. Ent\u00e3o t\u00e1 tudo registrado, um registro que fala a verdade\u201d.<\/p>\n<p>O registro fotogr\u00e1fico e documental de Renato Figueiredo \u00e9 denso pode acreditar, e o que vemos nas redes sociais, aquelas fotos antigas do Jardim Amanda reproduzida indiscriminadamente sem que a maioria saiba quem \u00e9 o autor \u00e9 apenas parte do material produzido por Figueiredo ao longo dos 40 anos de Jardim Amanda.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cVou falar um pouco sobre isso, at\u00e9 porque eu conhe\u00e7o um pouquinho das fotografias. \u00c9 lament\u00e1vel porque tem pessoas que acabam usando sua foto sem pedir autoriza\u00e7\u00e3o. Eu dava palestras nas escolas e eu levava muitas fotos para mostrar e falar. As vezes as pessoas iam e fotografava as fotos, e depois come\u00e7aram a postar. N\u00e3o questionei e nem entrei em detalhes, mas as pessoas tinham que entender que \u00e9 um acervo de fotos, e que para divulgar precisaria de autoriza\u00e7\u00e3o. As pessoas tinham que ter conhecimentos da lei, mas tudo bem, a gente deixa passar\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Para al\u00e9m do trabalho documental Figueiredo tamb\u00e9m participou dos movimentos sociais e pol\u00edticos por melhorias de infraestrutura do Jardim Amanda. A luta por \u00e1gua, saneamento b\u00e1sico, transportes, escola, asfalto, seguran\u00e7a e sa\u00fade s\u00e3o pautas que fizeram os moradores se unirem e reivindicassem junto a prefeitura e governo do Estado melhorias. At\u00e9 Bras\u00edlia entrou no radar desses movimentos do Jardim Amanda, e quem foi representar o bairro nessas lutas nos idos do Governo Collor foi Renato Figueiredo.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/lXOZ9tPUBGU?si=xLA1-nUUrtSRxmp1\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u201cVou falar com toda a propriedade, quando chegue aqui Hortol\u00e2ndia ainda pertencia a Sumar\u00e9, e o bairro tinham poucas pessoas, e os que tinham criamos a Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores. O primeiro presidente foi o seu Cleofe conhecido como Carl\u00e3o, depois o Antonio do Fumo, a Lourdes e a Lurdinha da creche. Conseguimos montar a sociedade amigos do bairro para trabalhar no Jardim Amanda. N\u00e3o foi f\u00e1cil, n\u00e3o tinha \u00f4nibus, rede de \u00e1gua, as ruas de terras com barro e poeira. Foi um sofrimento muito grande. Depois que criamos a sociedade e nos envolvemos com a pol\u00edtica come\u00e7amos ir a Sumar\u00e9 bater de frente com o governo do prefeito Jos\u00e9 Denadai, da\u00ed conseguimos alguma coisa\u201d<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1gua por exemplo, eles mandavam a cada 15 dias um caminh\u00e3o pipa para abastecer as caixas de \u00e1gua dos moradores. Muitas vezes as mulheres iam para a lagoa pegar \u00e1gua para lavar roupa, lou\u00e7a e at\u00e9 beber. Atrav\u00e9s da Sociedade amigos de bairro conseguimos muita coisa; trouxemos a linha de \u00f4nibus para dentro do bairro, colocar os cascalhos nas ruas principais do Amanda. Foram muitas conquistas, isso \u00e9 um resumo\u201d.<\/p>\n<p>De fato, foram muitas conquistas, fruto da mobiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. O bairro possui envergadura maior do que muitas cidades da regi\u00e3o. Quem participou da luta do passado descansa e usufrui da comodidade que o jardim Amanda proporciona atualmente. No entanto os tempos atuais exigem outras e novas lutas pol\u00edticas. Para saber quais s\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio se dispor de tempo e p\u00e9s nas ruas do bairro para descobrir.<\/p>\n<p>\u201cO Jardim Amanda tem tudo, redes de supermercados, v\u00e1rias farm\u00e1cias, um com\u00e9rcio j\u00e1 constitu\u00eddos. Como presidente da Associa\u00e7\u00e3o Comercial tenho acompanhado o movimento e o crescimento da cidade e do Jd Amanda. Se voce entrar no Jardim Amanda pela Avenida Brasil l\u00e1 em cima voce observa o potencial econ\u00f4mico do bairro. As pessoas comentam sobre o tornar o Jd Amanda distrito, s\u00e3o quase 80 mil habitantes e se tiver uma pol\u00edtica s\u00e9ria \u00e9 poss\u00edvel, desde que esteja em conson\u00e2ncia com o estatuto da cidade e com a lei\u201d<\/p>\n<p>S\u00e3o muitas lembran\u00e7as, s\u00e3o muitas hist\u00f3rias, s\u00e3o v\u00e1rios mundos dentro do Jardim Amanda. E sendo muitas hist\u00f3rias pode acreditar, cada morador tem aquelas lembran\u00e7as que marcaram e marcam suas vidas. Dentre as que narrou at\u00e9 aqui Figueiredo lembra de um epis\u00f3dio marcante.<\/p>\n<p>\u201cPassamos por momentos dif\u00edceis aqui, entre 97 e 98 a criminalidade estava em alta no bairro, tinham mensagem pregada nos postes que amea\u00e7avam as pessoas de morte. A imagem do bairro para fora era de um lugar perigoso semelhante a baixada fluminense. Criamos uma comiss\u00e3o de moradores e fomos at\u00e9 o governador, depois criamos a Conseg, conselho de seguran\u00e7a. Trouxemos o 2\u00baDP para o bairro e depois a Policia Militar. A viol\u00eancia existe em todo o lugar, e aqui ela diminuiu. e hoje est\u00e1 tudo certo, controlado e tranquilo. O Jardim Amanda representa tudo, eu s\u00f3 tenho a agradecer ao bairro. Tenho orgulho\u201d<\/p>\n<p>O bairro abrigou como qualquer outro lugar todo tipo de problema, a falta de seguran\u00e7a perdurou por per\u00edodo e marca a lembran\u00e7a de cada morador. A falta de seguran\u00e7a no Jardim Amanda fez fama, mas essa fama mudou. Quando se fala de Jardim Amanda atualmente, a primeira imagem que vem a mente \u00e9 de um residencial grande como cidade onde se encontra tudo. Isso revela e destaca a grandeza desse territ\u00f3rio que um dia se caracterizou por ser um descampado. A voca\u00e7\u00e3o hoje \u00e9 ser e permanecer grande, como cada um de seus moradores. Como Figueiredo por exemplo. Parab\u00e9ns Jardim Amanda por seus 40 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O autor das fotos antigas e respons\u00e1vel pela documenta\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo importante do bairro tem seu depoimento documentado nessa conversa. 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